Dossiê Instagram
Bruno Dias
ANÁLISE COMPLETA | INSTAGRAM

Bruno Dias — ator de teatro e cinema em São Paulo

Ator de teatro e cinema, agenciado pela Kozmos e com perfil no Elenco Digital. Com 10,9 mil seguidores e um feed que funciona como portfólio — peças no Satyrianas com Os Satyros, o curta "Sombras da Virtude", exercícios de monólogo autorais e mostras de cinema —, o perfil já tem matéria-prima de carreira. Esta análise mostra o que sustenta a presença dele, onde o engajamento (1,7%) e a consistência travam, e como transformar o Instagram num cartão de casting que abre portas para elenco.

Bruno Dias
🎭🎬 · 📩 Agente: carolina@kozmos.com.br
Ator Teatro Cinema Os Satyros Casting
30
posts
10,9K
seguidores
4.594
seguindo
316
likes no melhor post
n/d
destaques no perfil
Imagem
formato dominante

Sumário Executivo

Veredito

Bruno Dias é um ator de teatro e cinema em construção de carreira, com base no que importa para o ofício: trabalho real e documentado. O feed é um portfólio vivo — peças no Satyrianas com Os Satyros, o curta "Sombras da Virtude", exercícios de monólogo com texto próprio, mostras no CineSesc. A estrutura profissional existe (agência Kozmos, perfil no Elenco Digital na bio). O engajamento médio de 1,7% é modesto, puxado para baixo pela baixa cadência — apenas 30 posts — e por um feed que mistura bastidor de processo com headshots de casting sem linha editorial clara. Os dois posts de maior alcance são exatamente os polos do ofício: o headshot profissional (@simonemarianofotos, 316 likes) e o trabalho autoral (monólogo com 32 comentários). O caminho não é virar influencer — é transformar o Instagram num cartão de casting impecável: mais consistência, identidade visual de ator profissional e cada post provando repertório.

Score Geral do Perfil

66
de 100
70
Posicionamento
68
Conteúdo
64
Autoridade
55
Consistência de alcance
60
Conversão
76
Visual

Mapa de pontuação do perfil

Posicionamento Conteúdo Autoridade Consistência Conversão Visual
Posicionamento
70
Conteúdo
68
Autoridade
64
Consistência
55
Conversão
60
Visual
76

O perfil é mais equilíbrio que pico: Visual (76) lidera, sustentado por headshots profissionais, e Posicionamento (70) é claro — ator com agência e link de casting. Os gargalos são Consistência (55) e Autoridade ainda em formação (64): pouca frequência e perfil pequeno. Para um ator, o jogo é diferente do influencer — não é volume de seguidor, é um portfólio digital que um diretor de casting abre e do qual sai um contrato.

Bio, link e highlights

Bio e link

  • Nome do perfil: "Bruno Dias" + categoria Actor deixa claro o ofício. Os emojis 🎭🎬 reforçam teatro + cinema em dois caracteres — econômico e direto.
  • Agência na bio: "📩 Agente: carolina@kozmos.com.br" é o ativo mais importante — sinaliza ator profissional, representado, e abre canal direto para casting.
  • Link de casting: a bio leva ao Elenco Digital (elencodigital.com.br/Bruno.Dias) — book profissional online, exatamente o que diretor de elenco procura.
  • Leitura: a bio é funcional mas seca. Falta uma linha de repertório/credencial ("Os Satyros · CineSesc · cinema independente") que prove trajetória antes do clique no link.

Destaques

  • Reel / Demo-reel: o destaque mais importante para um ator — um corte de 60–90s com cenas, monólogo e variação de registro deve ser o primeiro do perfil.
  • Teatro: agrupar peças (Satyrianas, Os Satyros, "Tudo queima sob o mesmo céu") num destaque mostra repertório de palco.
  • Cinema / Curtas: "Sombras da Virtude" e mostras (CineSesc) num destaque separado provam atuação para câmera.
  • Headshots: as fotos de casting (@simonemarianofotos, @maricaldini) merecem um destaque "Fotos" — book rápido para diretor de elenco.
  • Oportunidade: sem dados públicos de highlights (perfil exige login), mas a regra vale: priorizar Reel, Teatro, Cinema e Headshots — a estrutura de um portfólio de ator.

Diagnóstico do perfil

O que está funcionando

Posicionamento de ofício claro — ator de teatro e cinema, com categoria Actor, agência (Kozmos) e link de casting (Elenco Digital).
Feed é portfólio real: peças no Satyrianas com Os Satyros, curta "Sombras da Virtude", monólogo autoral, mostra no CineSesc. Trabalho de verdade, documentado.
Headshots profissionais (@simonemarianofotos, @maricaldini) — os dois posts mais curtidos são fotos de casting bem produzidas.
O post de melhor conversa é autoral: o exercício de monólogo com texto próprio gerou 32 comentários — o público responde ao trabalho artístico.
Canal comercial aberto: e-mail do agente direto na bio reduz fricção para quem quer escalá-lo num elenco.

O que trava crescimento

!
Cadência baixíssima: apenas 30 posts no total. Para um ator que quer ser lembrado por casting, o feed precisa de mais regularidade e provas de trabalho.
!
Engajamento médio de 1,7% — modesto. Puxado para baixo por posts sem legenda e registros soltos sem contexto de obra.
!
Feed sem linha editorial: headshots de casting, bastidores de peça e momentos pessoais ("Lindezas") se misturam sem hierarquia — confunde quem chega.
!
Segue 4.594 contas para 10,9K seguidores — ratio invertido, o perfil "lê" menos profissional do que o trabalho dele merece.
!
Não há demo-reel fixado nem CTA de casting no conteúdo — diretor de elenco que chega não encontra de imediato "cenas + contato".

Análise dos melhores conteúdos

Headshot de casting
316 likes1 com.

Headshot de casting — foto @simonemarianofotos · #ator #castingatores

23/04/2023 · imagem
Miguelin - Satyrianas
294 likes16 com.

"Miguelin — um rasgo": estreia no Satyrianas com Os Satyros

28/11/2025 · carrossel
Headshot de casting
290 likes4 com.

Headshot de casting — foto @simonemarianofotos · #atores

21/04/2023 · imagem
Exercício de monólogo
231 likes32 com.

Monólogo com texto próprio (Estúdio Mariana Loureiro) — maior nº de comentários

10/06/2025 · reel
Ensaio @maricaldini
204 likes10 com.

Ensaio fotográfico — foto @maricaldini · #ator

18/09/2024 · carrossel
Homenagem / bastidor
156 likes13 com.

Bastidor afetivo — "tem pessoas que iluminam" (companhia de trabalho)

15/10/2024 · carrossel

Top conteúdos por engajamento

ConteúdoDataLikes / Comentários
Headshot de casting — @simonemarianofotos23/04/2023316 / 1 com.
"Miguelin — um rasgo" (Satyrianas / Os Satyros)28/11/2025294 / 16 com.
Headshot de casting — @simonemarianofotos21/04/2023290 / 4 com.
Exercício de monólogo (texto próprio)10/06/2025231 / 32 com.
Ensaio fotográfico — @maricaldini18/09/2024204 / 10 com.
"Sombras da Virtude" (curta-metragem)24/05/2025140 / 14 com.
O que os campeões têm em comum: são os dois polos do ofício. De um lado, o headshot profissional (foto de fotógrafo, limpa, "pronta para casting") rende o maior número de likes. De outro, o trabalho autoral (monólogo com texto próprio) rende a maior conversa — 32 comentários. O público de um ator responde a duas coisas: imagem impecável e arte verdadeira.

O que postar mais com base nos campeões

  • Mais: cenas e monólogos em vídeo — o reel autoral foi o que mais gerou conversa. Atuação em movimento é o que prova talento para câmera.
  • Mais: headshots e ensaios profissionais com fotógrafo creditado — são os posts de maior alcance e funcionam como book de casting.
  • Mais: registros de obra com contexto (peça, direção, companhia) — "Miguelin/Satyrianas" engajou porque contou a história por trás.
  • Menos: posts sem legenda ou momentos soltos ("Lindezas") — não comunicam trabalho e diluem a leitura de portfólio.
  • Padronizar: toda obra com ficha técnica na legenda (título, direção, companhia, ano) — feed vira currículo navegável.

Anatomia dos posts que viralizaram

Os conteúdos campeões do perfil — os headshots de casting (316 e 290 likes) e o exercício de monólogo autoral (231 likes, 32 comentários) — não são acidente. Mostram o que funciona para um ator no Instagram. Repetir essa receita deveria ser o padrão do feed.

🥇 Headshots de casting — 316 e 290 likes

"📷 @simonemarianofotos · #ator #atores #castingatores" — duas fotos do mesmo fotógrafo, ambas no topo do feed.

  • Foto profissional: luz, enquadramento e expressão de fotógrafo de casting — não é selfie. Qualidade técnica puxa o alcance.
  • Rosto em primeiro plano: é o "produto" do ator. Diretor de elenco precisa ver o olhar com clareza.
  • Hashtags certas: #ator #castingatores conectam com quem busca elenco — descoberta no nicho.
  • Crédito ao fotógrafo: marca @simonemarianofotos e ganha redistribuição na rede dele.
  • Atemporalidade: headshot não "vence" — segue sendo cartão de visita meses depois.
  • Padrão a repetir: manter sessão de fotos profissional atualizada por temporada, sempre com tratamento consistente.
  • Lição: para ator, imagem técnica vale mais que produção elaborada — o rosto é a mensagem.

🥈 Exercício de monólogo — 231 likes / 32 comentários

"Exercício de monólogo, texto escrito por mim, no @estudiomarianaloureiro 🎭 Esse texto fala sobre a pulsão do artista."

  • Atuação em vídeo: é o único formato que prova talento de verdade — o público viu o ator atuando, não posando.
  • Texto autoral: "escrito por mim" agrega camada de criador, não só intérprete — diferencial de repertório.
  • Maior conversa do perfil: 32 comentários (vs média de 4–16) — trabalho artístico genuíno gera resposta emocional.
  • Contexto claro: credita o estúdio (@estudiomarianaloureiro) e explica o tema — quem assiste entende o que está vendo.
  • Vulnerabilidade: "a pulsão do artista" é tema universal entre pares — gerou identificação na classe.
  • Padrão a repetir: transformar cada cena/monólogo num reel com ficha e tema — é o tipo de conteúdo que aproxima diretores.

🧬 Template de portfólio extraído dos campeões

1. Headshot atualizado
Foto profissional de fotógrafo, rosto em primeiro plano. O cartão de visita do ator — renovar por temporada.
2. Cena / monólogo em vídeo
Atuação em movimento prova talento. É o conteúdo que mais aproxima diretores e gera conversa.
3. Ficha técnica
Título, direção, companhia, ano. Toda obra com contexto vira linha de currículo navegável.
4. Crédito da equipe
Fotógrafo, diretor, estúdio marcados. Cada @ redistribui o post e mostra que ele trabalha em rede.
5. Hashtags de casting
#ator #atores #castingatores conectam com quem busca elenco. Descoberta dentro do nicho certo.
6. CTA de elenco
Demo-reel fixado + contato do agente visível. Diretor que chega encontra "cenas + como escalar".

Posts que não engajaram — possíveis causas

Os posts de menor performance (61 a 130 likes) têm um padrão claro: legenda ausente ou genérica, falta de contexto de obra, ou momentos pessoais sem ligação com o trabalho. A causa raiz é a falta de UM dos ingredientes dos campeões.

Diagnóstico post-a-post

PostEngajamentoDiagnóstico provável
"Lindezas 🧡" (imagem) 61 / 4 com. Momento pessoal sem contexto de trabalho. Legenda de uma palavra não comunica obra nem repertório — não soma ao portfólio.
"VOO LIVRE — Sonho Manifesto" (carrossel) 65 / 2 com. Trabalho real (residência artística), mas legenda densa e sem gancho. O contexto existe, faltou a primeira linha que prende.
Post sem legenda (imagem) 99 / 2 com. Caption vazia. O algoritmo não tem texto para indexar e o público não sabe o que está vendo. Toda foto precisa de contexto.
Mostra "Amor ao cinema" — CineSesc (imagem) 114 / 11 com. Credencial forte (CineSesc), mas tratada como registro casual. Mereceria destaque maior — é prova de circulação no cinema.
"Sorvete é no Chiquinho 😋" (reel publi) 130 / 18 com. Publi simpática (910 views), mas fora do eixo artístico. Diverte a base, não constrói repertório de ator — usar com parcimônia.
"Sombras da Virtude" — curta (carrossel) 140 / 14 com. Ótimo material (curta-metragem), mas sem trecho em vídeo. Um teaser da cena renderia muito mais que fotos estáticas.

Padrões de falha repetidos

Legenda-vazia: posts sem caption ou com uma palavra ("Lindezas") não dizem ao algoritmo nem ao público o que é a obra. Toda foto precisa de ficha.
Foto-em-vez-de-vídeo: obras fortes (curta "Sombras da Virtude") postadas só em foto. Trecho em vídeo provaria atuação e renderia muito mais.
Credencial-subaproveitada: presença no CineSesc tratada como post casual. Provas de circulação merecem destaque, não rodapé.
Mistura-de-registros: publi (Chiquinho) e momentos pessoais no mesmo feed do trabalho artístico confundem a leitura de portfólio.
Primeira-linha-fraca: trabalhos reais (VOO LIVRE) com legenda densa sem gancho inicial. A primeira frase precisa prender.

Hipóteses adicionais a testar

  • Cadência: 30 posts é pouco para manter presença. Testar 1 post de trabalho por semana — cena, foto ou bastidor com ficha — para o feed virar portfólio ativo.
  • Formato: a base reage melhor a vídeo de atuação (monólogo). Priorizar reels de cena sobre fotos estáticas de obras.
  • Curadoria: separar o que é portfólio (peças, curtas, headshots) do que é pessoal. Talvez um segundo perfil ou Close Friends para o casual.
  • Timing: sem dados públicos de horário, mas concentrar posts em janelas fixas ajuda a criar hábito na classe artística que o acompanha.

Análise de concorrentes do nicho

O território do Bruno é o de ator em construção de carreira: o Instagram é portfólio e cartão de casting, não palco de influencer. Em vez de inventar números de colegas, comparamos o perfil dele contra as faixas reais do mercado de atores no digital.

Tabela comparativa

Perfil / faixa de mercadoSeguidoresPostsEngajamento médioLeitura competitiva
@brunodia_s (você)10,9K301,7%Base sólida, mas pouco volume de prova de trabalho no feed.
Ator emergente / em formação (faixa dele)2–15Kvaria1,5–4% típicoO jogo aqui é portfólio, não viralização. Consistência vence número.
Ator com trabalho em TV/streaming30–150K1,5–3% típicoCrescimento vem do trabalho exibido (novela, série), não do feed em si.
Ator-celebridade (referência)500K+1–2% típicoAudiência puxada por obra de grande alcance. Outro patamar de exposição.
Leitura imediata: para um ator, seguidor não é a métrica que importa — trabalho exibido é. A carreira de ator no digital cresce por obra (peça, curta, série), não por feed. O perfil do Bruno já tem o essencial (agência, casting link, trabalho real), mas com apenas 30 posts ele subaproveita o portfólio. O degrau não é "viralizar", é documentar consistentemente cada trabalho para que, quando um diretor abrir o perfil, encontre um currículo vivo.

Arquétipo 1 — Ator com feed só de bastidor pessoal

Usa o IG como diário: viagens, amigos, rotina. Trabalho de ator aparece pouco e sem destaque.

  • Como atua: feed simpático mas indistinto — poderia ser de qualquer pessoa, não de um ator.
  • Fraqueza: diretor de casting não encontra cenas nem repertório — o perfil não trabalha a favor da carreira.
  • Onde Bruno já ganha: ele documenta obra real (Satyrianas, curtas). Falta só separar o profissional do pessoal.
  • Risco a evitar: deixar "Lindezas" e bastidor solto dominarem a leitura do feed.

Arquétipo 2 — Ator-portfólio profissional

Trata o IG como book: demo-reel fixado, cenas, ficha técnica em todo post, headshots atualizados.

  • Diferencial: qualquer diretor abre o perfil e em 30 segundos vê alcance de repertório e como contratar.
  • Lição para Bruno: é o modelo a perseguir — ele já tem o conteúdo, falta a organização (destaques, reel, ficha).
  • Consistência: 1 prova de trabalho por semana mantém o feed vivo sem virar influencer.
  • Onde Bruno já ganha: trabalho autoral (texto próprio) — agrega camada de criador que o ator-padrão não tem.

Arquétipo 3 — Ator-criador de conteúdo

Além de atuar, produz esquetes, monólogos e cenas próprias para a câmera. Constrói audiência com a própria arte.

  • Diferencial: não espera ser escalado — cria o próprio palco. Esquete viral pode virar convite de trabalho.
  • Lição para Bruno: o monólogo autoral (231 likes/32 com) prova que ele tem essa veia — dá para explorar mais.
  • Cuidado: manter a qualidade artística; conteúdo raso queima a percepção de ator sério.
  • Onde Bruno já ganha: repertório de teatro físico (Os Satyros) dá material de cena que poucos têm.

Arquétipo 4 — Ator consolidado (aspiracional)

Já tem obra de grande alcance (série, novela, cinema). O IG amplifica a carreira em vez de sustentá-la.

  • Diferencial: a audiência vem do trabalho exibido. O perfil é vitrine de quem já está rodando.
  • Lição transferível: tudo começa onde Bruno está — acumulando trabalhos e documentando cada um com seriedade.
  • O que Bruno pode mirar: usar cada peça/curta como degrau, com registro de qualidade que circula entre diretores.
  • Caminho realista: não pular etapas — portfólio impecável agora abre as portas de casting que levam ao próximo nível.

📊 Posicionamento competitivo do @brunodia_s

No mapa do mercado de atores, Bruno está no quadrante "portfólio subaproveitado": tem base relevante (10,9K), estrutura profissional (agência Kozmos, Elenco Digital) e trabalho real de palco e câmera — mas só 30 posts documentam tudo isso. O gargalo não é talento nem credencial; é organização e frequência: demo-reel fixado, destaques por tipo de obra, ficha técnica em todo post e cadência semanal. Para ator, o objetivo não é número de seguidor — é que cada diretor de elenco que abrir o perfil encontre, em segundos, repertório + contato. Fechar isso transforma o Instagram numa máquina silenciosa de convites de casting.

Padrões de produção e distribuição

Cadência

Apenas 30 posts no total, espalhados de forma irregular (de 2023 a 2025). Há meses sem registro. Para um ator que quer estar no radar de casting, o feed precisa funcionar como portfólio sempre atualizado.

Sinal: trabalhos importantes (curtas, peças) aparecem isolados, sem ritmo. Uma cadência de 1 post de obra/semana manteria o perfil vivo e o repertório visível.

Mix de formato

Imagem é o formato dominante (headshots e registros), e os dois posts mais curtidos são fotos. Mas o post de maior conversa foi um reel de monólogo — vídeo de atuação é o que mais aproxima o público do ofício.

Oportunidade: manter headshots como base do book + 1 reel de cena/monólogo por semana. Atuação em movimento é a prova de talento que foto não dá.

Hashtags observadas

Uso atual: as hashtags certas aparecem só nos headshots (#ator #atores #castingatores) — e são justamente os posts de maior alcance. Os registros de obra quase não têm hashtag.

Problema: sem tag, peças e curtas não são descobertos por quem busca elenco.

Padrão a fixar: stack base em TODO post (#ator #atores #castingatores #teatro #cinema) + tags da obra/companhia (#ossatyros, nome da peça). Descoberta no nicho de casting.

Funil de conversão visível

  • Topo (reel de cena / headshot) → mostra talento e imagem para quem ainda não conhece.
  • Meio (feed-portfólio) → diretor navega obras, ficha técnica e repertório.
  • Fundo (Elenco Digital + e-mail do agente) → book completo e contato direto para escalar.
Buraco no funil: o funil de casting existe (link + agente), mas falta a ponte do meio. Sem demo-reel fixado nem ficha técnica nos posts, o diretor que chega não consegue avaliar repertório rápido — e desiste antes do link.

Público e ganchos de conteúdo

Perfil do público

  • Dois públicos convivem: a classe artística (atores, diretores, fotógrafos, companhias — a rede de Os Satyros, estúdios, fotógrafos de cena) e decisores de elenco (diretores de casting, produtoras, agências).
  • O ecossistema em volta — @ossatyros, @estudiomarianaloureiro, @simonemarianofotos, CineSesc — confirma um público profissional de teatro e cinema independente.
  • Engajamento de 1,7% reflete uma base de pares: gente do meio que comenta trabalho (32 comentários no monólogo), não fãs de entretenimento de massa.
Leitura estratégica: o público-pares se move por arte verdadeira e respeito de ofício; o público-casting decide por repertório claro e imagem profissional. O feed precisa servir aos dois — emocionar a classe e provar repertório para quem contrata.

Ganchos que combinam com o perfil

  • "Trecho de cena: [personagem] em [peça/curta]." (atuação em vídeo)
  • "Bastidor de ensaio: como construí esse personagem." (processo)
  • "Monólogo autoral — sobre [tema]." (texto próprio, já funcionou)
  • "Estreia: [obra], direção de [diretor], no [teatro/mostra]." (ficha + convite)
  • "Antes e depois da caracterização." (transformação física do ator)
Formatos prioritários: Reel de cena/monólogo (prova talento). Headshot profissional (book). Carrossel de obra com ficha técnica (repertório). Stories para bastidor de ensaio e divulgação de estreias.

Recomendações priorizadas

  1. Criar e fixar um demo-reel: um corte de 60–90s com cenas, monólogo e variação de registro deve ser o primeiro destaque do perfil. É o ativo nº 1 de qualquer ator — hoje não existe e é o que diretor de casting mais procura.
  2. Organizar destaques por tipo de obra: Reel / Teatro / Cinema / Headshots. Transforma o feed bagunçado num portfólio navegável em segundos, separando o profissional do pessoal.
  3. Ficha técnica em todo post de trabalho: título, direção, companhia, ano e elenco. Cada obra vira linha de currículo — "Sombras da Virtude", "Miguelin/Satyrianas" merecem contexto completo, não legenda solta.
  4. Subir cadência para 1 post de obra/semana: com só 30 posts, o portfólio está subaproveitado. Documentar cada ensaio, estreia e bastidor mantém o perfil vivo no radar de casting — sem virar influencer.
  5. Priorizar vídeo de atuação: o monólogo (231 likes/32 com) provou que cena em movimento engaja mais. Postar trechos de peças e curtas em vídeo, não só fotos estáticas das obras.
  6. Reforçar a bio com repertório: manter o e-mail do agente e adicionar uma linha de credencial ("Os Satyros · CineSesc · cinema independente") + hashtags de casting fixas em todo post. Prova trajetória antes do clique no Elenco Digital.

Roadmap 30 / 60 / 90 dias

Plano executável dividido em três blocos. Cada bloco tem 1 meta de output, 3 ações operacionais e 1 KPI de validação.

0–30 dias · Montar o portfólio

Meta: transformar o perfil num book de casting organizado.

  • Produzir e fixar o demo-reel — corte de 60–90s com as melhores cenas e o monólogo autoral.
  • Criar destaques por tipo: Reel · Teatro · Cinema · Headshots.
  • Adicionar ficha técnica retroativa nos posts de obra já publicados + linha de repertório na bio.
KPI: demo-reel no ar + 4 destaques organizados + 100% dos posts de obra com ficha.

30–60 dias · Cadência + prova de trabalho

Meta: ativar o feed como portfólio vivo e atualizado.

  • 1 post de obra/semana — cena, ensaio, bastidor ou estreia, sempre com ficha técnica e hashtags de casting.
  • 2 reels de atuação/mês — trechos de peça/curta ou novos monólogos, priorizando vídeo sobre foto.
  • Destacar credenciais — dar peso a circulações fortes (CineSesc, Satyrianas) em vez de tratá-las como post casual.
KPI: 4 semanas de cadência cumprida + 1 reel de cena passando dos 1.000 views.

60–90 dias · Alcance + carreira

Meta: usar o portfólio organizado para gerar oportunidades de elenco.

  • Compartilhar o demo-reel ativamente com diretores, produtoras e em chamadas de casting.
  • Reduzir "seguindo" dos 4.594 atuais para um número mais seletivo — melhora a percepção profissional do perfil.
  • Cross-post de cenas no TikTok/Shorts — vídeo de atuação pode furar a bolha e alcançar diretores fora do IG.
KPI: rumo a 13–15K seguidores com ER estável + pelo menos 1 contato de casting atribuído ao perfil.

🎯 Norte estratégico do roadmap

Para um ator, o Instagram não é palco de influencer — é cartão de visita de casting. Bruno já tem o que importa: trabalho real (Os Satyros, curtas, monólogo autoral), estrutura profissional (Kozmos, Elenco Digital) e uma base engajada de pares. O que falta é organização e constância: um demo-reel fixado, destaques por tipo de obra, ficha técnica em cada post e cadência semanal. Em 90 dias, o objetivo não é viralizar — é fazer com que qualquer diretor de elenco que abra o perfil encontre, em segundos, repertório, talento e contato. É assim que o Instagram passa a trabalhar a favor da carreira.